Há pouco terminei de ler o livro. Embora em algumas partes a linguagem seja repetitiva, a leitura fluiu naturalmente no decorrer das 186 páginas. Este post não servirá para comparar o livro com o filme, mas sim para descrever os acontecimentos do livro. Deixarei as comparações para outra oportunidade.

Assim como estou escrevendo sobre o livro, irei escrever sobre o filme. Tentarei não misturar os acontecimentos dos dois que, embora parecidos, possuem algumas diferenças. Espero que goste deste “resumo”, pois será um dos assuntos principais que abordarei no
Luan Feelings.
Descrever um livro não é fácil, dependendo dos acontecimentos haverá sempre muitas opiniões ao redor dele. Entretanto serei fiel ao livro e aos fatos descritos nele. Você notará que em alguns pontos estarei dando a minha opinião, não se assuste. Você pode participar comentando.
A história:
Bruno, um garoto de apenas 9 anos. Gratel, uma menina-adulta com seus 13 anos de idade. Mamãe e papai. Avô e Avó. Maria, a empregada. São alguns personagens desta história que, no começo, não aparenta nada de “anormal” ou diferente. Apenas uma história, infantil, eu diria. Uma visita inesperada, uma mudança precipitada. Foram os responsáveis por engatarem a história em eixos onde os acontecimentos começam a aparecer.
Ingenuidade e curiosidade, características de todas as crianças, especialmente de Bruno. Ingenuidade que fazia-o acreditar que não haviam maldades no coração do pai, que o que acontecia logo após a cerca era algo “bom”. Curiosidade que fez Bruno encontrar a cerca, consequentemente Shmuel, o menino do pijama listrado.
Por obra do destino, Shmuel tinha a mesma idade de Bruno, crianças nascidas no mesmo dia. Tal fato não encontrado por Shmuel no outro lado da cerca. Coincidência? Aos poucos a história se desenrola e ambos os garotos se tornam amigos.
Bruno visitava Shmuel todos os dias, no mesmo horário. Passou a levar comida para ele. Conversavam por horas, sobre assuntos diversos. Bruno falava de como Berlin era linda, como as casas se pareciam, como eram os amigos e como ele conseguia ver até o outro lado da cidade se ficasse nas pontas dos pés de frente à janela.
Shmuel contava à Bruno sobre sua terra natal, sobre como havia chegado ali. Comentava sobre sua mãe, sobre como havia aprendido alemão. Descrevia como era chato e triste viver daquele lado da cerca, de como os soldados tratavam a todos (com grosseria e palavrões).
Shmuel era especial, assim como Bruno também era. Ambos chegaram ao mais fino laço de amizade no exato momento que Bruno renegou ter conhecido Shmuel.
A mesma inocência e curiosidade levaram Bruno e Shmuel a um beco sem saída que, por questões éticas não irei comentar, já que essa é a melhor parte do livro, o desfecho de toda a história e não seria nada legal eu entregá-la dessa forma, correto?
Leia o livro, conheça-a mais “intimamente”, viaje na história e assista o filme. Recomendo, se não fosse no mínimo interessante, eu não estaria escrevendo este post, né? Porém, todos os livros terão um espaço e, com certeza, falarei quando algum não me agradar.
Concluindo: Não é o melhor livro do mundo, mas é bom o suficiente a ponto de me fazer viajar na história apresentada por ele. Vale a pena gastar um dinheirinho para comprá-lo. Se você já leu, aguardo sua opinião. Se ainda não, o que escrevi não te deu vontade de ler?
Abraços.